A atividade diagnóstica que realizamos desde sua produção até as análises foi uma experiência única, porém, mais tranquila do que a do início do ano- e mais segura ainda do que a experiência do ano passado. Vale ressaltar que nossa caminhada no PIBID foi que essa segurança.
Ao planejarmos decidimos trabalhar Fábula, pois é um texto que possui estrutura que os alunos podem assimilar mais facilmente e ainda os prepara para outros tipos de texto; ainda no planejamento tivemos que revisar sobre as hipóteses de níveis silábicos de Emília ferreiro- pois mais a frente iriamos utilizar para a aplicação e análises da escrita, produção textual, interpretação e leitura das crianças do 4° ano da escola Vilma Brito.
Na aplicação também foi tranquila- o fato de nós cinco termos aplicado o diagnóstico facilitou o domínio das situações no dia de aplicação.Ainda mais poque um ajudou o outro quando pintava dúvidas sobre algo; nesse momento destaco a cooperação entre nós bolsistas e a professora Lúcia , que também, como sempre nos ajuda no que ela pode. Agente pode notar que esse movimento de cooperação serve de aprendizado a todos: bolsistas, alunos, professora regente- aprendizado de todos os lados.
E por fim nas análises ficamos muito feliz- pois grande parte dos alunos que estavam no nível silábico avançaram muito. Em relação a leitura eles estavam mais seguros, com menos vergonha de ler em comparação ao início do ano- na escrita-como ja dito- a maioria escreve alfabeticamente com erros ortográficos, fato este que é um avanço louvável- pois sabemos que com intervenções bem produzidas eles superam esses erros. Esse momento de análise também foi rico- porque tivemos que pesquisar textos de outros autores- isso aumentounosso leque de teóricos sobre estes temas; além disso tivemos que compartilhar esses teóricos, desse modo pudemos perceber o quanto de aprendizado foi essa experiência.Agora é nos prepararmos pra intervi de forma dinâmica e dialógica com os alunos.
Essa longa experiência vivida no PIBID tem me proporcionado encarar os dilemas naturais de sala de aula, como: a gestão da turma, os conflitos interpessoais, a intervenção pedagógica, entre outras coisas. Nesse sentido entendo que minha formação está acotencendo no ´´chão da escola``- ou seja, dentro da própria profissão. Hoje me sinto muito seguro para trabalhar como alfabetizador, Essa segurança se dá também pelas leituras construídas dentro do PIBID- esse momento de estudo(pesquisa) é bastante importante para formação docente, pois é um espaço de construção do
conhecimento. Pimenta e Lima (2004), por exemplo, entende esse momento de intervenção em sala de aula como uma
atividade de pesquisa. Isso, pois, possui características de pesquisa, como:
objetivos, objeto de estudo, dispositivos de pesquisa a serem analisados- além de base teórica para fundamentar as nossas práticas. Na carreira docente aprendemos a fazer observando e vivenciando o cotidiano docente (Pimenta,
Lima; 2004). Aliado a isso aprendemos a ser docentes também a partir das demandas que nos são
apresentadas no dia a dia, essa situação faz da nossa prática algo peculiar a cada docente. Corroborando tudo isso Donald Shon (1992) citado por (Pimenta, Lima;2004)
defende uma formação docente alicerçada na construção do conhecimento, valorizando então essa
construção por meio da reflexão , análise e problematização de cada situação específica. Dessa forma vejo meu processo formativo como um fenômeno que foge da linearidade. E isso é fundamental pois a carreira docente- assim como a vida- é imprevisível; então temos que pesquisar sempre, para estarmos preparado para todas as situações possíveis, e desse modo se reinventar sempre, para fazer dessa profissão um momento responsável, seguro e prazeroso.
Mais a baixo algumas fotos de todas essas etapas descritas simploriamente acima: