Nossa sétima intervenção visou trabalhar construção de palavras, porém, de forma mais dinâmica e lúdica. De início apresentamos um texto que falava da relação de uma menina com sua cidade; neste texto a garotinha procurou desenhar sua cidade , no intuito de torná-la eterna, isso pois o meio ambiente o qual ela vivia estava sendo destruído. Nesse sentido, trabalhamos a construção de palavras baseada na palavra geradora ambiente- porém não fizemos como estávamos acostumados- ou seja com foco na ficha de descoberta tradicional, fizemos então com uma ficha de descoberta lúdica. Colocamos as sílabas da PG colada nos pinos de boliche e os alunos iam formando palavras a partir das sílabas derrubadas. Dessa maneira, tivemos a oportunidade de alfabetizar os alunos aliado ao lazer, o que torna este momento mais prazeroso. Além disso, também exploramos a interpretação deles sobre o texto da´menina e a cidade`, e pra finalizar pedimos que eles dessem outro final pra essa história, situação esta que nos deixou feliz, pois a maioria utilizaram da criatividade para executar esta tarefa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
VI intervenção
Nossa 6° intervenção foi tranquila. Planejamos trabalhar fábula, um gênero que já utilizamos em várias intervenções. Entretanto, foi a minha primeira intervenção com fábula em uma turma de 2° ano- fato este que achei bastante peculiar; Isso porque pensei que os alunos não dariam conta, quando na verdade eles foram bastante participativos. Outra surpresa foi na atividade para criar um outro fim pra fábula, os alunos nessa atividade criaram diferentes finais para a fábula´´A tartaruga e a lebre``.
Diante do planejado, acredito que tudo foi executado de forma satisfatória: trabalhamos o alfabeto, as famílias silábicas, a composição de palavras a partir das famílias silábicas, fizemos cruzadinha e também construímos junto com os alunos uma tartaruguinha com garrafa peti; logo sendo a intervenção foi proveitosa e lúdica.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Observação de classe: Gauthier
Nossa última atividade foi realizada nas turmas que aplicamos as intervenções, ela foi realizada em dois dias com intuito de identificar alguns pontos sobre gestão de classe. Particularmente o trabalho foi conflituoso, pois, tivemos que nos distanciar para enxergar as entre linhas da turma, por isso não ficamos como de costume envolvidos com a turma.
Sobre a atividade propriamente foi desafiadora, tivemos dois dias para observar situações que poderiam ou não acontecer; o aspecto da rotina- por exemplo foi notado que a prof. segue uma rotina que os alunos ja conhecem bem, diante disso, ela deixa claro aquilo que espera deles em cada dia de aula, pois, apesar da rotina as atividades vão variando conforme as necessidades dos alunos e, conseguinte objetivo da docente.
Sobre as regras a professora procura deixar claro que tipo de comportamento ela espera dos ´´meninos``, numa das aulas -por exemplo ela chama a aluna na frente para que peça desculpas a colega por um conflito ocorrido; para Gauthier isso não seria o ideal, pois ele defende que deve fazer as medidas disciplinares individualmente; porém no contexto apresentado na turma do 2° ano, acredito que a medida tomada pela professora Josiene foi a mais correta pro momento, pois aquela atitude representou um exemplo para os demais.
Outro aspecto notado foi sobre o acompanhamento feito pela professora junto aos alunos no momento de atividade ela passa um por um ajudando eles, isso mostra o que Gauthier fala em seus estudos que o professor deve acompanhar os alunos com proximidade mostrando interesse pelo que eles estão fazendo.
No geral a atividade relatada a cima teve ótica dupla, pois foi realizada em dupla- então o que se entende desse momento de observação é que faz-se necessário se ausentar de uma função para pode enxergar melhor algumas situações. E isso é bom, pois nos fornece uma visão mais profunda e madura do ambiente que estamos realizando nossas intervenções.
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
1° intervenção no 2° ano!
Minha primeira intervenção na sala do 2° ano foi muito bem aproveitada, e considero como um sucesso. Ao planejarmos decidimos por trabalhar brinquedos, então escolhemos por um brinquedo tradicional: a pipa. Esta escolha se deu por este brinquedo permitir que as crianças experimentassem a liberdade de brincar na área livre da escola. Então ao iniciar a semana de intervenção começamos trabalhando um texto de Ziraldo: ´´o menino e a pipa``, texto que fala das peripécias da pipa no alto.... Trabalhamos também: o alfabeto, as letras consoantes e vogais, exploramos as famílias silábicas da palavra maluca, esta forneceu a produção de muitas palavras. Para mim tudo isso foi mágico, pois acredito que o professor deve experimentar todas as classes possíveis; eu já tinha trabalhado no 5°, 4°, 3° ano, e agora tenho essa oportunidade de conhecer uma turma do 2° ano; particularmente- quero trabalhar com alfabetização, e esse é o meu foco, então essa experiência contribui para minha eterna formação , em todos os significados.
Vale ressaltar que na construção da pipa e de sua atividade na área externa foi o momento mais legal, tanto para nós, como para os alunos. Agente via os olhos deles brilharem, também houve conflito com uma aluna, porém, no geral os alunos ficaram muito felizes- na hora de ir embora recebi o abraço mais apertado de minha curta carreira de docente (rsrsrsrrsr).
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Atividade diagnóstica: planejamento, execução e análise.
A atividade diagnóstica que realizamos desde sua produção até as análises foi uma experiência única, porém, mais tranquila do que a do início do ano- e mais segura ainda do que a experiência do ano passado. Vale ressaltar que nossa caminhada no PIBID foi que essa segurança.
Ao planejarmos decidimos trabalhar Fábula, pois é um texto que possui estrutura que os alunos podem assimilar mais facilmente e ainda os prepara para outros tipos de texto; ainda no planejamento tivemos que revisar sobre as hipóteses de níveis silábicos de Emília ferreiro- pois mais a frente iriamos utilizar para a aplicação e análises da escrita, produção textual, interpretação e leitura das crianças do 4° ano da escola Vilma Brito.
Na aplicação também foi tranquila- o fato de nós cinco termos aplicado o diagnóstico facilitou o domínio das situações no dia de aplicação.Ainda mais poque um ajudou o outro quando pintava dúvidas sobre algo; nesse momento destaco a cooperação entre nós bolsistas e a professora Lúcia , que também, como sempre nos ajuda no que ela pode. Agente pode notar que esse movimento de cooperação serve de aprendizado a todos: bolsistas, alunos, professora regente- aprendizado de todos os lados.
E por fim nas análises ficamos muito feliz- pois grande parte dos alunos que estavam no nível silábico avançaram muito. Em relação a leitura eles estavam mais seguros, com menos vergonha de ler em comparação ao início do ano- na escrita-como ja dito- a maioria escreve alfabeticamente com erros ortográficos, fato este que é um avanço louvável- pois sabemos que com intervenções bem produzidas eles superam esses erros. Esse momento de análise também foi rico- porque tivemos que pesquisar textos de outros autores- isso aumentounosso leque de teóricos sobre estes temas; além disso tivemos que compartilhar esses teóricos, desse modo pudemos perceber o quanto de aprendizado foi essa experiência.Agora é nos prepararmos pra intervi de forma dinâmica e dialógica com os alunos.
Essa longa experiência vivida no PIBID tem me proporcionado encarar os dilemas naturais de sala de aula, como: a gestão da turma, os conflitos interpessoais, a intervenção pedagógica, entre outras coisas. Nesse sentido entendo que minha formação está acotencendo no ´´chão da escola``- ou seja, dentro da própria profissão. Hoje me sinto muito seguro para trabalhar como alfabetizador, Essa segurança se dá também pelas leituras construídas dentro do PIBID- esse momento de estudo(pesquisa) é bastante importante para formação docente, pois é um espaço de construção do conhecimento. Pimenta e Lima (2004), por exemplo, entende esse momento de intervenção em sala de aula como uma atividade de pesquisa. Isso, pois, possui características de pesquisa, como: objetivos, objeto de estudo, dispositivos de pesquisa a serem analisados- além de base teórica para fundamentar as nossas práticas. Na carreira docente aprendemos a fazer observando e vivenciando o cotidiano docente (Pimenta, Lima; 2004). Aliado a isso aprendemos a ser docentes também a partir das demandas que nos são apresentadas no dia a dia, essa situação faz da nossa prática algo peculiar a cada docente. Corroborando tudo isso Donald Shon (1992) citado por (Pimenta, Lima;2004)
defende uma formação docente alicerçada na construção do conhecimento, valorizando então essa
construção por meio da reflexão , análise e problematização de cada situação específica. Dessa forma vejo meu processo formativo como um fenômeno que foge da linearidade. E isso é fundamental pois a carreira docente- assim como a vida- é imprevisível; então temos que pesquisar sempre, para estarmos preparado para todas as situações possíveis, e desse modo se reinventar sempre, para fazer dessa profissão um momento responsável, seguro e prazeroso.
Essa longa experiência vivida no PIBID tem me proporcionado encarar os dilemas naturais de sala de aula, como: a gestão da turma, os conflitos interpessoais, a intervenção pedagógica, entre outras coisas. Nesse sentido entendo que minha formação está acotencendo no ´´chão da escola``- ou seja, dentro da própria profissão. Hoje me sinto muito seguro para trabalhar como alfabetizador, Essa segurança se dá também pelas leituras construídas dentro do PIBID- esse momento de estudo(pesquisa) é bastante importante para formação docente, pois é um espaço de construção do conhecimento. Pimenta e Lima (2004), por exemplo, entende esse momento de intervenção em sala de aula como uma atividade de pesquisa. Isso, pois, possui características de pesquisa, como: objetivos, objeto de estudo, dispositivos de pesquisa a serem analisados- além de base teórica para fundamentar as nossas práticas. Na carreira docente aprendemos a fazer observando e vivenciando o cotidiano docente (Pimenta, Lima; 2004). Aliado a isso aprendemos a ser docentes também a partir das demandas que nos são apresentadas no dia a dia, essa situação faz da nossa prática algo peculiar a cada docente.
Mais a baixo algumas fotos de todas essas etapas descritas simploriamente acima:
sábado, 25 de julho de 2015
4° intervenção
Nossa quarta intervenção foi sobre natureza. Trabalhamos neste dia- entre outras coisas- a escrita e a leitura. Utilizamos um jogo de pergunta e respostas deixar a aula mais interessante para os alunos, o resultado foi bom - os alunos se envolveram, entretanto no final do jogo um grupo que perdeu ficou bastante chateados com a situação. Mesmo assim notamos que essa situação fizeram eles trabalhar em grupo, dialogar antes de dizerem a resposta.
No dia seguinte aplicamos uma atividade escrita e logo após construímos uma carta coletiva destinada a prefeita da nossa cidade- a carta ficou muito legal- os alunos aprenderam a estrutura básica de uma carta.
Pudemos perceber o envolvimento maior deles nas atividades, além de mais autonomia para executá-las.
No dia seguinte aplicamos uma atividade escrita e logo após construímos uma carta coletiva destinada a prefeita da nossa cidade- a carta ficou muito legal- os alunos aprenderam a estrutura básica de uma carta.
Pudemos perceber o envolvimento maior deles nas atividades, além de mais autonomia para executá-las.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
3° intervenção 2015
Nossa intervenção de hoje foi baseada na área das Ciências naturais e Social. Planejamos uma aula sobre o poema ´´Paraíso`` De José Paes. O texto fala se a rua fosse sua,....... Planejamos o trabalho para ser executado em forma de seminário, e os meninos deram show...Eles fizeram uma discussão política e social de dar orgulho. Falaram de temas atuais, como: redução da maioridade penal e impeatchment; poluição no meio ambiente de várias formas.
Podemos notar também que eles sabem trabalhar em grupo, apesar de alguns conflitos natural desse tipo de trabalho. Eles se mostraram responsáveis, pois , solicitamos que eles pudessem trazer resoluções para alguns problemas que apresentamos previamente e eles trouxeram em forma de texto!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Reflexão da segunda intervenção
Nossa segunda intervenção nesse semestre foi diferente. No planejamento tudo saiu dentro da normalidade. Organizei tudo juntamente com Adriana, porém, um dia antes eu descobrir que a nossa referida colega transferiu-se para outro subprojeto do pibid. Fiquei bastante temeroso, pois, aplicar o plano sozinho não estava nos meus planos. Felizmente a coordenadora Ivana decidiu que fizéssemos em trio a intervenção , então, me aliei a outros dois colegas. Esse fato inusitado de trabalhar em trio foi muito bom, recebi muita ajuda das colegas, e assim, ficou uma experiência mais suave. Nesse momento refletir sobre como uma docente podia ´´cuidar`` de uma sala sozinha? Se nos três ja sentíamos um trabalhão, imagina a prof Lúcia sozinha. No final das contas deu tudo certo- porém, aquela indagação ainda está sobre minhas reflexões; Os referenciais, a sociedade, os documentos oficiais cobram de nós professores tantas coisas- mais em troca, o que vemos são salas hiper-lotadas, e que temos de acompanhar um monte de aluno com eficácia. Eu acredito que uma sala de aula deveria ter mais pessoas auxiliando o professor.
sexta-feira, 17 de abril de 2015
1° Intervenção 2015
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| 1° intervenção 2015, na imagem os alunos do 3° anoda escola municipal Vilma Brito estão fazendo atividades pertinentes a cada nível silábico! |
A experiência desta semana na intervenção foi muito boa. Conseguimos trabalhar os passos do método Freiriano, e ainda aplicamos a atividade de forma tranquila. Por conta do tempo curto, pois as 16 horas os alunos foram liberados tivemos que ser ´´rápidos``- inclusive não passamos o vídeo de higiene- por conta disso. O momento inicial foi o planejamento, onde minha colega Adriana e eu pudemos estar selecionando as atividades pertinentes a cada nível silábico; fizemos pesquisas na internet, buscamos materiais que ja possuíamos do ano passado para poder está nos ajudando na elaboração de nosso plano de aula e das atividades de intervenção, além disso, tivemos a ajuda da professora supervisora que ficava ´´filtrando`` juntamente com agente o que era necessário e o que não para aplicar as crianças. Esse momento teve duas faces, a primeira foi a de facilidade, fruto da experiência do ano passado que tivemos. A outra face dessa vivência foi as dificuldades encontrada nesse processo- pois, diferente do ano passado tivemos que fazer quatro tipos de atividades, uma para cada nível-silábico baseado nos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky. O nosso maior desafio foi selecionar questões que contemplassem cada nível silábico- para assim , não está dificultando o aprendizado dos alunos.
O passo seguinte foi o de intervi na turma do terceiro ano do Vilma Brito. Os alunos estavam agitados por nossa presença- situação que foi amenizada com ajuda da professora regente Lúcia. Outro fator que me ajudou foi a minha experiência no pibid do ano passado. Oportunidade esta a qual pude aprender algumas noções de como se situar perante alguns comportamentos dos alunos- um dos instrumentos que me ajudou foi os estudos sobre gestão de classe com Gauthier. Os alunos nesse momento tiveram uma reação pouco animadora para quem está na frente liderando a aula, alguns disseram: ´´essa atividade de novo?``, outra exclamava´´isso é fácil!``; ja alguns ficavam caladinhos, porém, quando seguravam o lápis não paravam mais. Esses que se dedicavam mais as atividades propostas representam para mim um ´´combustível``- uso esse termo no sentido de que eu me sinto incentivado a continuar. Percebi também que o nosso ´´passo-passo`` obteve muito êxito,tanto para nós quantopara os alunos. Para nós porque guiou nossos questionamentos com as crianças, e foi bom para os alunos porque vimos o quanto aturma é participativa- um ou outro que não falava, mais a grande parte opinavam, discutiam com autoridade- isso me deixou muito feliz; pois, é bom saber que os alunos estão´inquietos`` por conta de nossas provocações. Percebemos aí o papel de um professor mediador, não aquele que leva um conhecimento pronto, mas sim, o que o constrói junto com a turma.
quarta-feira, 25 de março de 2015
Aplicação do diagnóstico 2015
A aplicação do diagnóstico hoje dia 25/03/2015 foi uma grande experiência na minha vida. Muito bom saber que por meio dessa sondagem podemos detectar como está o nível de leitura e escrita dos alunos. Vale salientar que esse instrumento só está em uso graças a Emília Ferreiro e Ana Teberosky, ambas desenvolveram uma teoria que descreve as hipóteses do nível silábico dos educandos, Dessa forma nos possibilitando possuir um instrumento que, ao mesmo tempo que mostra aquilo que o aluno já sabe, mas também, o que ainda poderá aprender.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Planejamento No Vilma Brito
Esse momento de está numa escola municipal fazendo parte dessa vivência chamada: planejamento, é de grande importância na minha formação. Ainda porque planejar é um ato de pessoas organizadas e competentes. Segundo Celso Vasconcellos planejar é antever uma ação, ou seja, é se preparar para de forma racional intervi na realidade- mesmo sabendo que pode haver imprevistos o planejamento é uma referência da ação pretendida. Além do mais, vale salientar que ainda tivemos-mais um vez- a oportunidade de trabalhar em grupo- um trabalho essencialmente democrático.
Deste modo, entendo que aquela experiência na escola Vilma Brito será uma referência para este aspirante a pedagogo que aqui está a escrever. Os efeitos em minha formação é visível todas as intervenções no Vilma Brito estamos seguro,pois, temos um instrumento que nos orienta. Admito que já me sinto preparado para encarar uma sala de aula, pois, o PIBID me deu essa segurança.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Entrada no PIBID-2014
Em
guisa de considerações finais, quero falar de 2014. Nesse momento no VI
semestre, após ter passado por monitoria de disciplina, Projeto de
Desenvolvimento Integrado, aulas de campo- por sinal maravilhosas,
também experimentei de muitos congressos: regionais, estaduais,
nacionais e internacionais , e agora me encontro com o PIBID. Esta
parceria já está sendo muito enriquecedora: muitas histórias de vida
diferentes, o acesso a literatura pertinente a minha formação humana e
profissional. Pude, a princípio entender a importância da pesquisa
colaborativa com Zenneth Zeichner, assim como o estudo da Etnografia ,
compreendendo que esta é fundamental para se construir conhecimento na
educação. Sei que isso tudo é só o começo , e que ainda virão outras
experiências; estou na expectativa de contribuir com o pouco que sei, e
também aprender, tanto com os teóricos antigos quanto com os teóricos do
nosso dia dia: os colegas de projeto, os supervisores e a coordenadora .
Saindo do ensino médio entrando na UESB
Bom,
minha caminhada no ensino médio se encerra em 2008- apesar de duas
reprovações ao longo da vida escolar eu concluir essa fase com 18 anos.
Após dois anos trabalhando, estudando no cursinho, prestando concursos e
vestibular voltei a me inscrever no vestibular da UESB- não fazia a
menor ideia do que eu queria , e por isso, influenciado por minha mãe me
inscrevi em enfermagem- pois ela se aposentou nesta área. Fui aprovado
na primeira tentativa, fiquei muito feliz , porém não queria aquela vida
de hospital, posto médico, não eram locais de muito euforia para mim;
Neste momento comecei a refletir sobre que local me fazia feliz como
pessoa, e sem dúvidas era a escola, toda via não desconsidero as duas
unidades no curso de enfermagem, pois foi na disciplina de Parasitologia
com a professora Camila no Projeto de educação sobre Higiene que eu me
descobrir quanto a profissão que hoje almejo. Este Projeto aconteceu na
Escola CAIC com crianças dos anos iniciais do ensino fundamental, e
jamais esquecerei o momento de encontro com a pedagogia.
No
ano seguinte me inscrevi no vestibular para Pedagogia e passei. Já se
passaram V semestres e hoje no VI eu me sinto tão feliz quanto no dia
que decidi me inscrever no curso. Os conteúdos que aqui descobrir me
fizeram entender o valor que tem a palavra, a reflexão e a criticidade.
Tenho certeza que serão eternas em minha vida as ideias radicais de
MARX, o bom senso de Pierre Bourdieu (meu favorito)- com sua revolução
simbólica, e, a temperança imprescindível de Paulo Freire. Também
destaco a importância dos conhecimentos psicossexuais de Freud, da
importância do Lúdico como forma de provocar manifestações nas crianças
trazida por Froebel e Vigotsky, e, entre muitos outros também temos
Piaget com sua contribuição no sentido de entender o desenvolvimento e
aprendizado.
Quarto passo da minha formação
No
ano de 2004 houveram grandes mudanças, meus pais decidiram mudar de
cidade- eu tinha 14 anos. A chegada em Jequié- a princípio foi difícil,
algo natural neste processo de transição- porém, o tempo foi generoso.
Neste ano eu cursei a 7° e 8° série no Colégio Estadual Professora
Florípes Sodré, no Bairro da Cidade Nova. Este momento foi um divisor de
águas na minha história educativa, pois, aqueles medos que tive da 5° á
7° série (no antigo colégio) já não existiam. As notas já eram boas, o
interesse em aprender só aumentava a cada dia de aula, a professora
Conceição foi meu espelho- ela junto com outra docente ensinavam as duas
disciplinas que mais gostava: Geografia e História.
Hoje
entendo a importância que o EJA teve na minha vida nesse período, pois
apesar da pouca idade, estudei com pessoas com muito mais idade do que
eu. Na verdade poderia estudar pelo dia em escolar regular, porém,
quando cheguei em Jequié já não havia escolha, tive que me matricular
pela noite, numa turma de EJA. Estudar nessa modalidade me proporcionou
estreitar os laços com disciplinas que eu tinha dificuldade, como
Biologia e Matemática; a turma era grande e esforçada a maioria dos
professores eram flexíveis em relação a chegada dos alunos, entrega de
trabalhos; porém uma professora não tinha base para ensinar nessa
modalidade; ela era ríspida e não compreendia que aqueles alunos tinham
um cotidiano diferente dos alunos regulares. Isso causava alguns
conflitos , rotulações nos alunos pela professora e vice versa.
No
ano seguinte fui para uma escola muito conhecida no município: Colégio
Estadual Prof. Magalhães Neto. Infelizmente a fama desta não era das
melhores, o desinteresse e desesperança pairavam na vida daqueles
alunos- inclusive eu; a violência e drogas também faziam parte daquela
realidade- nada diferente de uma escola pública de periferia no Brasil.
Apesar deste cenário eu podia notar a força de alguns professores, que
de forma alguma desistiram de nós.
1.Conhecendo um mundo novo:´Escola`
Minha
história no âmbito escolar se inicia em 1996, no colégio Pequeno
Príncipe na cidade de Ilhéus- cidade onde nasci e vivi 14 anos. Nesta
escola comecei a desenvolver minhas percepções a cerca de muitas coisas
que me rodeavam. Entre outras situações vividas lembro-me de ver colegas
chorando ao se despedir de seus pais, fato comum da idade. Também
recordo-me do banho de chuveirão com os colegas, lazer proporcionado
pela direção da escola.
Vivenciei
muitos momentos comemorativos: desfile cívico, festejo da páscoa com
ovos coloridos... Nesse período iniciei minhas relações interpessoais
fora de casa; conheci nessa época dois grandes colegas: Fabrício e
Rachel. De tudo vivenciado, o que mais marcou nesta fase foi aprender a
ler. Passava o dia inteiro lendo tudo que via, quando ia da escola para
casa eu lia todas as placas e anúncios. É claro que não lia tudo
perfeitamente, mas, adentrar no mundo da leitura conduziu minha vida em
uma direção bastante importante.
Outra fase bastante importante foi na Escola Perpétua Marques, onde fiz
a Pré-escola I E II. Nesse período meu grupo de amigos só crescia,
lembro-me de: Diogo, Marcos Paulo, Marinho e Pedro, professoras Neide e
Diná. Jamais esqueceria do carinho e cuidado delas comigo. Também
aconteceram grandes momentos a partir desta escola tais como: gincanas,
olimpíadas, visita a biblioteca municipal, e até conflitos com
coleguinhas.
2.Novos ares: escola nova!
Após a experiência na escola Pérpetua Maruqes fui para a Escola Heitor
Dias. Esta foi a escola que passei o maior tempo: da 1° série a 4°. Por
isso, é que, nesta escola tenho tantas lembranças, as professora que
não esquecerei: Lúcia, Simone, Jocineide e Lurdes. Também recordo-me dos
colegas, Juracy, Pedro, Vanessa, Aline, Roseli, e muitos outros. Nesse
período experimentei fatos totalmente novos para mim, ida ao teatro ,
passeio na AABB e o inesquecível Pique Nique na praia, todas estas com a
minha turma de classe. No último ano vivido neste colégio pude fazer
parte de um processo que me orgulho muito, plantamos no pátio da escola
uma árvore de Pau Brasil. Por entender a importância desta planta pra
história do nosso país fiquei bastante envaidecido pelo ato realizado.
Sobre
meu processo de alfabetização posso descrevê-lo de duas maneiras: a
primeira na escola sendo exposto as letras em diversas dinâmicas; e a
segunda tomando banca com uma vizinha; pude vivenciar os dois lados da
moeda, a tradicional cartilha na banca, e , um trabalho menos
tradicional com músicas, peças de teatro e historinhas na Escola.
Acredito hoje que, as formas complementaram-se em minha formação ; isso
pois por um lado eu conheci a técnica e os símbolos, e por outro lado eu
pude começar à associação destas leras com os seus significados em
diferentes contextos(letramento).
3.Fundamental II: um novo olhar.
As
maiores dificuldades no âmbito Escolar estavam por vim, e vieram, e foi
no Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne (IME). Esta escola
assim como as outras foi fundamental pra minha formação humana e
técnica; acredito que seja natural esse sentimento de um aluno ir do
primário para o ensino médio e ficar espantado com o nível de conteúdo.
Realmente quando vir tantas disciplinas e tantos conteúdos para estudar
eu me sentir bastante temeroso. Nesta fase as notas já não eram das
melhores – como em todas escolas que estudei a média era 6, com exceção
do CPM que era 7- isso me trouxe notas vermelhas e a primeira reprovação
na minha estrada escolar, foi na 7° série; por incrível que pareça,
apesar das turbulências essa fase foi frutífera. Nesses três anos fui ao
cinema (primeira vez), ingressei na banda marcial escolar, conheci as
primeiras namoradas, ou seja, conheci os conflitos da adolescência e
pude compartilhá-los com grandes amigos que não citarei para não correr o
risco de esquecer algum deles. Nesse momento a amizade foi mais
significativa pelo fato desses colegas terem me acompanhado desde os
outros dois colégios já citados- lembrando que essas 3 escolas já
mencionadas eram dentro do mesmo espaço, praticamente um complexo
educacional que ligava: pré- escola, Fundamental I e fundamental II. A
gradeço a todos que contribuíram neste período de minha vida me
apresentando o Saber, entre tanto, sei que de alguma forma também deixei
o meu saber com cada um deles.
Lembrar
desta escola me faz associar com o pensamento de Pierre Bourdieu-
quando ele denuncia o sistema escolar de ser excludente. Realmente nessa
escola- apesar dos momentos bons- pude ver que alguns professores
estavam dando a mínima para os alunos; também foi notável as formas
arcaicas de avaliar: eu experimentei da palmatória; o currículo escolar
era puramente classificatório; ´´os bons continuavam e os ruins eram
marginalizados``. O capital cultural era o que realmente valia.
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