sexta-feira, 17 de abril de 2015

1° Intervenção 2015

1° intervenção 2015, na imagem os alunos do 3° anoda escola municipal Vilma Brito estão fazendo atividades pertinentes a cada nível silábico!
A experiência desta semana na intervenção foi muito boa. Conseguimos trabalhar os passos do método Freiriano, e ainda aplicamos a atividade de forma tranquila. Por conta do tempo curto, pois as 16 horas os alunos foram liberados tivemos que ser ´´rápidos``- inclusive não passamos  o vídeo de higiene- por conta disso. O momento inicial foi o planejamento, onde minha colega Adriana e eu pudemos estar selecionando as atividades pertinentes a cada nível silábico; fizemos pesquisas na internet, buscamos materiais que ja possuíamos do ano passado para poder está nos ajudando na elaboração de nosso plano de aula e das atividades de intervenção, além disso, tivemos a ajuda da professora supervisora que ficava ´´filtrando`` juntamente com agente o que era necessário e o que não para aplicar as crianças. Esse momento teve duas faces, a primeira foi a de facilidade, fruto da experiência do ano passado que tivemos. A outra face dessa vivência foi as dificuldades encontrada nesse processo- pois, diferente do ano passado tivemos que fazer quatro tipos de atividades, uma para cada nível-silábico baseado nos estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky. O nosso maior desafio foi selecionar questões que contemplassem cada nível silábico- para assim , não está dificultando o aprendizado dos alunos.
O passo seguinte  foi o de intervi na turma do terceiro ano do Vilma Brito. Os alunos estavam agitados por nossa presença- situação que foi amenizada com ajuda da professora regente Lúcia. Outro fator que me ajudou foi a minha experiência no pibid do ano passado. Oportunidade esta a qual  pude aprender algumas noções de como se situar perante alguns comportamentos dos alunos- um dos instrumentos que me ajudou foi os estudos sobre gestão de classe  com Gauthier. Os alunos nesse momento tiveram uma reação pouco animadora para quem está na frente liderando a aula, alguns disseram: ´´essa atividade de novo?``, outra exclamava´´isso é fácil!``; ja alguns ficavam caladinhos, porém, quando seguravam o lápis não paravam mais. Esses que se dedicavam mais as atividades propostas representam para mim um ´´combustível``- uso esse termo  no sentido de que eu me sinto incentivado a continuar. Percebi também que o nosso ´´passo-passo``  obteve muito êxito,tanto para nós quantopara os alunos. Para nós porque guiou nossos questionamentos com as crianças, e foi bom para os alunos porque vimos o quanto aturma é participativa- um ou outro que não falava, mais a grande parte opinavam, discutiam com autoridade- isso me deixou muito feliz; pois, é bom saber que os alunos estão´inquietos`` por conta de nossas provocações. Percebemos aí o papel de um professor mediador, não aquele que leva um conhecimento pronto, mas sim, o que o constrói junto com a turma.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Aplicação do diagnóstico 2015




A aplicação do diagnóstico hoje dia 25/03/2015 foi uma grande experiência na minha vida. Muito bom saber que por meio dessa sondagem podemos detectar como está o  nível de leitura e escrita dos alunos.  Vale salientar que esse instrumento só está em uso graças a Emília Ferreiro e Ana Teberosky, ambas desenvolveram uma teoria que descreve as hipóteses do nível silábico dos educandos, Dessa forma nos possibilitando possuir um instrumento que, ao mesmo tempo que mostra aquilo que o aluno já sabe, mas também, o que ainda poderá aprender. 

sexta-feira, 20 de março de 2015

Planejamento No Vilma Brito

Esse momento de está numa escola municipal fazendo parte dessa vivência chamada: planejamento, é de grande importância na minha formação. Ainda porque planejar é um ato de pessoas organizadas e competentes. Segundo Celso Vasconcellos planejar é antever uma ação, ou seja, é se preparar para de forma racional intervi na realidade- mesmo sabendo que pode haver imprevistos o planejamento é uma referência da ação pretendida. Além do mais, vale salientar que ainda tivemos-mais um vez- a oportunidade de trabalhar em grupo- um trabalho essencialmente democrático.
Deste modo, entendo que aquela experiência na escola Vilma Brito será uma referência para este aspirante a pedagogo que aqui está a escrever. Os efeitos em minha formação é visível todas as intervenções no Vilma Brito estamos seguro,pois, temos um instrumento que nos orienta. Admito que já me sinto preparado para encarar uma sala de aula, pois, o PIBID me deu essa segurança.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Entrada no PIBID-2014

Em guisa de considerações finais, quero falar de 2014. Nesse momento no VI semestre, após ter passado por monitoria de disciplina, Projeto de Desenvolvimento Integrado, aulas de campo- por sinal maravilhosas, também experimentei de muitos congressos: regionais, estaduais, nacionais e internacionais , e agora me encontro com o PIBID. Esta parceria já está sendo muito enriquecedora: muitas histórias de vida diferentes, o acesso a literatura pertinente a minha formação humana e profissional. Pude, a princípio entender a importância da pesquisa colaborativa com Zenneth Zeichner, assim como o estudo da Etnografia , compreendendo que esta é fundamental para se construir conhecimento na educação. Sei que isso tudo é só o começo , e que ainda virão outras experiências; estou na expectativa de contribuir com o pouco que sei, e também aprender, tanto com os teóricos antigos quanto com os teóricos do nosso dia dia: os colegas de projeto, os supervisores e a coordenadora .

Saindo do ensino médio entrando na UESB

Bom, minha caminhada no ensino médio se encerra em 2008- apesar de duas reprovações ao longo da vida escolar eu concluir essa fase com 18 anos. Após dois anos trabalhando, estudando no cursinho, prestando concursos e vestibular voltei a me inscrever no vestibular da UESB- não fazia a menor ideia do que eu queria , e por isso, influenciado por minha mãe me inscrevi em enfermagem- pois ela se aposentou nesta área. Fui aprovado na primeira tentativa, fiquei muito feliz , porém não queria aquela vida de hospital, posto médico, não eram locais de muito euforia para mim; Neste momento comecei a refletir sobre que local me fazia feliz como pessoa, e sem dúvidas era a escola, toda via não desconsidero as duas unidades no curso de enfermagem, pois foi na disciplina de Parasitologia com a professora Camila no Projeto de educação sobre Higiene que eu me descobrir quanto a profissão que hoje almejo. Este Projeto aconteceu na Escola CAIC com crianças dos anos iniciais do ensino fundamental, e jamais esquecerei o momento de encontro com a pedagogia.
No ano seguinte me inscrevi no vestibular para Pedagogia e passei. Já se passaram V semestres e hoje no VI eu me sinto tão feliz quanto no dia que decidi me inscrever no curso. Os conteúdos que aqui descobrir me fizeram entender o valor que tem a palavra, a reflexão e a criticidade. Tenho certeza que serão eternas em minha vida as ideias radicais de MARX, o bom senso de Pierre Bourdieu (meu favorito)- com sua revolução simbólica, e, a temperança imprescindível de Paulo Freire. Também destaco a importância dos conhecimentos psicossexuais de Freud, da importância do Lúdico como forma de provocar manifestações nas crianças trazida por Froebel e Vigotsky, e, entre muitos outros também temos Piaget com sua contribuição no sentido de entender o desenvolvimento e aprendizado.

Quarto passo da minha formação

No ano de 2004 houveram grandes mudanças, meus pais decidiram mudar de cidade- eu tinha 14 anos. A chegada em Jequié- a princípio foi difícil, algo natural neste processo de transição- porém, o tempo foi generoso. Neste ano eu cursei a 7° e 8° série no Colégio Estadual Professora Florípes Sodré, no Bairro da Cidade Nova. Este momento foi um divisor de águas na minha história educativa, pois, aqueles medos que tive da 5° á 7° série (no antigo colégio) já não existiam. As notas já eram boas, o interesse em aprender só aumentava a cada dia de aula, a professora Conceição foi meu espelho- ela junto com outra docente ensinavam as duas disciplinas que mais gostava: Geografia e História.
Hoje entendo a importância que o EJA teve na minha vida nesse período, pois apesar da pouca idade, estudei com pessoas com muito mais idade do que eu. Na verdade poderia estudar pelo dia em escolar regular, porém, quando cheguei em Jequié já não havia escolha, tive que me matricular pela noite, numa turma de EJA. Estudar nessa modalidade me proporcionou estreitar os laços com disciplinas que eu tinha dificuldade, como Biologia e Matemática; a turma era grande e esforçada a maioria dos professores eram flexíveis em relação a chegada dos alunos, entrega de trabalhos; porém uma professora não tinha base para ensinar nessa modalidade; ela era ríspida e não compreendia que aqueles alunos tinham um cotidiano diferente dos alunos regulares. Isso causava alguns conflitos , rotulações nos alunos pela professora e vice versa.
No ano seguinte fui para uma escola muito conhecida no município: Colégio Estadual Prof. Magalhães Neto. Infelizmente a fama desta não era das melhores, o desinteresse e desesperança pairavam na vida daqueles alunos- inclusive eu; a violência e drogas também faziam parte daquela realidade- nada diferente de uma escola pública de periferia no Brasil. Apesar deste cenário eu podia notar a força de alguns professores, que de forma alguma desistiram de nós.

1.Conhecendo um mundo novo:´Escola`


Minha história no âmbito escolar se inicia em 1996, no colégio Pequeno Príncipe na cidade de Ilhéus- cidade onde nasci e vivi 14 anos. Nesta escola comecei a desenvolver minhas percepções a cerca de muitas coisas que me rodeavam. Entre outras situações vividas lembro-me de ver colegas chorando ao se despedir de seus pais, fato comum da idade. Também recordo-me do banho de chuveirão com os colegas, lazer proporcionado pela direção da escola.
Vivenciei muitos momentos comemorativos: desfile cívico, festejo da páscoa com ovos coloridos... Nesse período iniciei minhas relações interpessoais fora de casa; conheci nessa época dois grandes colegas: Fabrício e Rachel. De tudo vivenciado, o que mais marcou nesta fase foi aprender a ler. Passava o dia inteiro lendo tudo que via, quando ia da escola para casa eu lia todas as placas e anúncios. É claro que não lia tudo perfeitamente, mas, adentrar no mundo da leitura conduziu minha vida em uma direção bastante importante.
Outra fase bastante importante foi na Escola Perpétua Marques, onde fiz a Pré-escola I E II. Nesse período meu grupo de amigos só crescia, lembro-me de: Diogo, Marcos Paulo, Marinho e Pedro, professoras Neide e Diná. Jamais esqueceria do carinho e cuidado delas comigo. Também aconteceram grandes momentos a partir desta escola tais como: gincanas, olimpíadas, visita a biblioteca municipal, e até conflitos com coleguinhas.