As
maiores dificuldades no âmbito Escolar estavam por vim, e vieram, e foi
no Instituto Municipal de Ensino Eusínio Lavigne (IME). Esta escola
assim como as outras foi fundamental pra minha formação humana e
técnica; acredito que seja natural esse sentimento de um aluno ir do
primário para o ensino médio e ficar espantado com o nível de conteúdo.
Realmente quando vir tantas disciplinas e tantos conteúdos para estudar
eu me sentir bastante temeroso. Nesta fase as notas já não eram das
melhores – como em todas escolas que estudei a média era 6, com exceção
do CPM que era 7- isso me trouxe notas vermelhas e a primeira reprovação
na minha estrada escolar, foi na 7° série; por incrível que pareça,
apesar das turbulências essa fase foi frutífera. Nesses três anos fui ao
cinema (primeira vez), ingressei na banda marcial escolar, conheci as
primeiras namoradas, ou seja, conheci os conflitos da adolescência e
pude compartilhá-los com grandes amigos que não citarei para não correr o
risco de esquecer algum deles. Nesse momento a amizade foi mais
significativa pelo fato desses colegas terem me acompanhado desde os
outros dois colégios já citados- lembrando que essas 3 escolas já
mencionadas eram dentro do mesmo espaço, praticamente um complexo
educacional que ligava: pré- escola, Fundamental I e fundamental II. A
gradeço a todos que contribuíram neste período de minha vida me
apresentando o Saber, entre tanto, sei que de alguma forma também deixei
o meu saber com cada um deles.
Lembrar
desta escola me faz associar com o pensamento de Pierre Bourdieu-
quando ele denuncia o sistema escolar de ser excludente. Realmente nessa
escola- apesar dos momentos bons- pude ver que alguns professores
estavam dando a mínima para os alunos; também foi notável as formas
arcaicas de avaliar: eu experimentei da palmatória; o currículo escolar
era puramente classificatório; ´´os bons continuavam e os ruins eram
marginalizados``. O capital cultural era o que realmente valia.
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